Loja Maçônica Lealdade e Civismo

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Rito Moderno

Rito Moderno

“A Maçonaria é eqüidistante das religiões, não é uma seita religiosa”

Muito se critica e pouco se conhece a respeito do Rito Moderno ou Francês. Uma das mais infantis acusações ou afirmativas gratuitas que se faz sobre o Rito é ser ele ateu. Os iniciados deste Rito sabem que a atitude filosófica da Maçonaria é a pesquisa constante da verdade, e por outro lado, ao ver que a verdade, para que seja considerada em todo o seu sentido, deve ser absoluta e infinita, assim abraçam a corrente de pensamento que reconhece a impossibilidade do conhecimento Absoluto pelo homem em sua finitude e relatividade, ou seja o AGNOSTICISMO. Desta forma, o Rito Moderno acolhe em seu seio, sem nenhum constrangimento, Irmãos das mais diversas correntes religiosas e filosóficas.

Outra afirmativa que se faz sobre o Rito Moderno é sua anti-religiosidade, o que não passa de outra confusão, que os dicionários, se consultados, ajudariam a esclarecer. O prefixo “anti” quer dizer “contra”. O que melhor caberia para o Rito é o prefixo “a”, que significa “inexistência”, “privação”; e é empregado no sentido de eqüidistância entre o “a favor” e o “contra”.

A Maçonaria é eqüidistante das religiões, não é uma seita religiosa. É apoiado nesta eqüidistância perante as religiões que o Rito Moderno não adota a existência da Bíblia no Triângulo de Compromissos, Altar de Juramentos para outros Ritos. Os defensores da colocação da Bíblia alegam que deve haver um “livro da lei revelada”. Ora, a Bíblia só passou a ser adotada em algumas Lojas a partir de 1740; antes disso Anderson e os demais Maçons aceitavam a obrigação do “Livro da Lei”, Lei Maçônica, Lei Moral.

Nosso “Livro da Lei” são os princípios da Sublime Ordem, quando muito as Constituições das Potências às quais pertença a Loja. A presença da Bíblia em nossas sessões é apenas devido a contemplar o acordo de reconhecimento existente com a Grande Loja Unida da Inglaterra.

Outra “terrível” acusação que se faz ao Rito é a de não invocar o “GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO”, sendo este procedimento facultativo.Quanto ao não uso nos Rituais isto somente começou a ocorrer a partir da Convenção de 1877, por conclusão do relator da proposta de exclusão do seu uso nos Rituais do Grande Oriente de França, e, é bom lembrar que este Irmão relator era um religioso, o pastor protestante Frederico Desmons.

Conclamamos aos Irmãos de todos os Ritos e de todas as Potências: devemos nos preocupar com aquilo que nos une, e, relegar a segundo plano o que nos separa. Este é o fito primordial do Rito Moderno quanto dá origem à instituição de um “Grande Oriente”: admitir a diversidade dos Ritos, unindo, numa mesma Potência, Irmãos das mais diversas posições filosóficas, num verdadeiro universalismo, pois este é o princípio fundamental da Sublime Ordem.

Ir.·. Marcelo Militello

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A.·. R.·. L.·. S.·. Lealdade e Civismo - nº 2343

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